Boca de Brasa 4 está no ar com novas apimentadas políticas

O foguetório e suas vítimas em Alagoinhas

 

Tem cidade que gosta de carro de som. Tem cidade que gosta de fogos. E tem cidade que gosta dos dois. Alagoinhas. O uso de fogos nos eventos públicos em Alagoinhas nos remete aos comícios de antigamente, onde os líderes eram saudados com verdadeiras farras. Bandas, charangas, fogos, caminhadas e carreatas davam o tom. A Lei mudou parte disso. Em pleno 2018, Alagoinhas ainda revive parte desse tempo. E faz suas vítimas. Na inauguração do Conjunto Linha Verde, na Calu, o foguetório assustou crianças e idosos. A cada bomba, um choro, um grito, um desmaio. No penúltimo jogo do Atlético, um dos fogos estourados caiu dentro do campo, a uns dez metros de um dos jogadores da equipe visitante. Na reinauguração da agência dos Correios, o foguetório chegou às autoridades. Mesmo com um toldo, uma das fagulhas caiu no cabelo da primeira dama, Carla Reis, quase queimando seu cabelo. Quem sabe agora, com o risco em casa, o prefeito Joaquim não revê esse foguetório antiquado e quase assassino. Somos a décima economia estadual, mas nos comportamos como uma vilazinha.

 

O SAAE é nosso! Já dei meu brado

 

Circula nos meios políticos que o prefeito Joaquim Neto estuda a possibilidade de privatizar o SAAE, sob uma lista de razões. E sob essa lista de razões eu tenho uma ainda maior para contrapor a essa proposta que ainda não conheço, não por razões ideológicas nem partidárias de ser contra privatizações, sou até defensor em alguns casos. Mas em se tratando de nossa água, nosso maior bem, aí sim, sou contra. A cidade de Itabuna tentou, o povo e o MP brecaram. Aqui o movimento começa no SAAE, onde trabalhadores aguerridos carregam nas costas um fardo que deixaram por conta de processos antigos e do sucateamento que impuseram lá dentro. Poucos sabem do empenho daqueles servidores para carregar nas costas o peso de uma autarquia falida e endividada, por conta de gestões desorganizadas, para ser simplório.

 

Gal não deve ser a favor disso…

 

Além dos funcionários e do povo, que precisariam ser consultados em votação, segundo a Lei Orgânica do Município, a atual diretora-geral, Maria das Graças, é uma defensora do meio ambiente, da ampliação das ações do SAAE para todas as áreas ambientais, incluindo coleta de lixo, veste a camisa da instituição desde sempre, não apoiaria um projeto com essa vertente.

 

Saiu da UTI, agora é mãos à obra

 

A SMTT de Alagoinhas foi encontrada sucateada, mas ninguém fala sobre os desmandos do Governo anterior, pois, quase todo mundo que apoiava a administração passada agora está na administração de Joaquim. A SMTT é um caso típico de desmando da gestão anterior, teve um catatau de denúncias e nada andou. Recentemente começou a dar o ar da graça e pintou uma faixas na cidade. É pouco. A SMTT pode fazer muito mais. A começar pelos fiscais de trânsito que nunca largam o ar-condicionado e o telefone. É um bate-papo lerdo. Enquanto isso, pedestres se acotovelam aos carros para atravessar faixas, veículos estacionam em filas duplas e alguns pais ficam um longo tempo nas portas das escolas aguardando os filhos adentram as escolas, locais de trânsito caótico se avolumam e nenhum sinal de fiscais. Alagoinhas tem que implantar educação no trânsito urgente, e não é apenas na semana do trânsito não, com palestraszinhas e panfletinhos, deve ser um trabalho continuado, olho a olho, pessoa a pessoa no trânsito, com o apoio de quem conhece e sabe das mazelas que são os fiscais. Quando eles vão começar a trabalhar Luiz Fernando? Multar é fácil, quero ver educar, comunicar-se com a população, tornar a autarquia visível e querida, não apenas uma fábrica de multas.

 

Ampliado e abandonado

 

 

O Cemitério Jardim da Saudade (Calu), está ganhando gavetas novas e sua ampliação já era esperada. Mas quem transita pela parte do fundo daquela necrópole observa o quão abandonada está. Sepulturas abertas e ossos expostos. Mosquitos tomando conta do lugar. Lixo e mato completam o cenário. Tem coordenação, tem trabalhadores, falta ação. E deve ter plantação de melancia e chuchu por lá. E eu adoro melancia, mas compro na Central de Abastecimento. E de onde vem a melancia da Central?

 

Direita reverte popularidade

 

 

Há alguns anos, os partidos de esquerda colocavam seus deputados na lista dos melhores parlamentares do país, era a febre dos movimentos sociais. Hoje, em recente pesquisa, os deputados de esquerda ficaram no final da lista. Paulo Azi ficou entre os quatro melhores da Bahia. Alagoinhas agradece seu empenho e suas emendas e, como diz Joaquim Neto, trouxe mais coisas para o município do que o governador Rui Costa. Onde já se viu, um deputado trazer mais que um governador. Coisas da Bahia.

 

 

 

 Via Crucis para abrir uma empresa em Alagoinhas

 

Até o empresário conseguir a última autorização de funcionamento de seu negócio ele deve passar por pelo menos 16 lugares, uma média de seis meses e uma maratona sem fim. É por isso que tem muita gente optando por abrir uma empresa em Aramari, apesar da inexpressividade da cidade em relação a negócios, administração pública e logística.

 

Nem tudo é tão ruim assim

 

Ao longo da maratona, o empresário vai encontrando ilhas de excelências que superam as dificuldades. Sesep (André, Amorim e outros), DTG (Tatiana e as colegas), Meio Ambiente (os atendentes), Secin (Jemes), Sefaz (Marcos), além de outros órgãos que facilitam a vida de quem quer empreender, quebrando os burocráticos caminhos da administração. Se não tiver um amigo ou conhecido nas repartições públicas, a coisa não anda. Em breve falarei que um pedido de exame no setor de marcação da prefeitura vai completar 20 anos. Inacreditável, mas é verdade. Levarei bolos e velas para comemorar a data.

 

 

Falta centralização dos órgãos

 

Uma das reivindicações das Forças Empresariais, o Balcão do Empresário ainda não saiu do papel. Além dos órgãos do município, o empresário ainda tem que enfrentar parte da maratona na Sefaz estadual, Junta Comercial, Receita Federal dentre outros. Seria útil colocar todos esses órgãos num único prédio, reduzir a burocracia e facilitar a vida de quem quer gerar impostos e empregos.

 

Salvador, São Paulo e Curitiba já reduziram esses prazos

 

As grandes capitais e municípios de grande porte do Paraná e São Paulo já avançaram nesse aspecto, e reduziram drasticamente esses prazos, facilitando a vida do empresariado.

 

Prédio da Câmara está inutilizado

 

 

Passados quase dez anos da construção do novo prédio da Câmara Municipal, o antigo prédio, um anexo da prefeitura, está fechado e não tem previsão de reforma. Enquanto isso, a administração gasta fortuna com aluguéis. São compromissos viciados e que nenhuma administração consegue se livrar. E o prédio anexo poderia abrigar pelo menos três secretarias. Ou quem sabe o balcão do empreendedor. Seria melhor doá-lo para o comércio montar a estrutura do balcão. Sabe melhor cuidar de patrimônio do que a burocrática e lenta administração pública.

 

Presidente antenado

 

Leitor assíduo do Jornal e do Portal Gazeta, e agora do Boca de Brasa, o vereador Roberto Torres, presidente da Câmara, nos informa que não haverá ampliação do número de vereadores por enquanto. E que o prédio novo foi concebido pensando no futuro, quando, se houver aumento do número de vereadores, poder abrigá-los em seus gabinetes.

 

Novo secretário, novo desafio

 

O secretário Gustavo Carmo foi empossado. Agora é arregaçar as mangas e fazer da comunicação algo que possa dar a cara da administração, recheada de obras e com pouca visibilidade. Será que não houve gastos excessivos em setores inexpressivos? Ou será que o prefeito vai continuar privilegiando quem no passado recente o chamou de ladrão em campanha eleitoral? Dizem que ele não liga pra essas coisas, tanto faz, mas vai criando um grupo de pseudos amigos que no futuro próximo vão lhe passar a perna.

 

Vanderley Soares

Vanderleysoares@uol.com.br

 

 

 

 

 

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