Boca de Brasa traz mais umas apimentadas na política local – Vanderley Soares

 

Vanderley Soares

Logo: Germano Carvalho

 

Hoje é dia de mais uma Coluna Boca de Brasa, abordando temas que fazem parte do cotidiano da cidade.

 

Grande repercussão

 

Antes de adentrar aos temas em destaque, gostaria de agradecer à grande audiência na primeira coluna, algo que só foi possível graças ao apoio de algumas pessoas que multiplicaram os compartilhamentos em suas redes sociais.

 

Fim da lua de mel

 

O prefeito Joaquim Neto deve estar tomando os últimos goles do champanhe da lua de mel que viveu do dia da eleição, posse até os áureos tempos da implementação da obras de impacto com os recursos da CAF. A periferia (leia-se Mangalô, Barreiro, Santa Terezinha, parte baixa do Petrolar e Jambeiro, em Alagoinhas Velha), deve ter dias terríveis com o início das chuvas.

 

Muitos buracos

 

Enquanto o prefeito concentrava sua atuação em Alagoinhas Velha, os bairros acima foram deixados de lado. O Mangalô, especialmente os conjuntos, estão lotados de buracos. Se concentrar seus esforços na consolidação do trabalho de esgotamento sanitário naquela região e a chuva der uma trégua, recapear e reconstruir algumas área destruídas seria uma boa ação. Afinal, esse povo tá doido pra pagar o IPTU (sic).

 

Baqueirada

 

A comunidade ainda não deglute muito bem o ingresso do vereador Baqueiro na bancada governista na Câmara Municipal. O prefeito alega que não o convidou e que ele caiu de paraquedas, sem exigir nada, sem pedir nada. Uma pena esse ingresso, afinal, a bancada de oposição vem se definhando e tornando a política chata e enfadonha. Só resta agora os discursos de Luciano Sérgio, Thor de Ninha, João Paolilo e Pastor Lins. Esse último também andou balançado para o lado governista, mas sem confirmação. João ainda engatinha em plenário, mas pelo menos não dorme igual ao pai na Assembleia Legislativa quando era deputado. Tá no lucro.

 

E a “estourada”?

 

Ruído de muitos estouros, sova, pancadaria, ralhos, altercação acalorada, violenta discussão, contenda. Estas são algumas definições nos dicionários da língua portuguesa do significado da palavra “estourada”. Pois bem. Já abordamos na coluna anterior, mas nunca é demais lembrar o fato de que o prefeito precisa melhorar seu staff no cerimonial, para, quem sabe, conseguir novas definições em aplausos às suas obras, manifestações públicas, ante aos apupos que podem ecoar ou implodir de quem já está acostumado aos aplausos. Quatro anos passam rápido e quem está acostumado ao poder não vai querer perder a “boquinha” se o prefeito não tiver bem na fita.

 

Reforma

 

O prefeito Joaquim Neto informou à nossa coluna que até o dia 7 conclui a reforma administrativa que pretende realizar. Secom, Secri e Segov terão novos secretários. Essas secretarias vão cuidar, segundo Joaquim Neto, da sua imagem. A Secom, por exemplo, deve ter um técnico de dentro ou de fora. Descarta os nomes locais, embora afirme que haverá surpresas. É aguardar pra ver.

 

Comunicação

 

O Diário Oficial de Alagoinhas divulgou na tarde de ontem (2) a exoneração do secretário de Comunicação Geraldo Melo. A secretaria enfrentou dificuldades operacionais por causa de uma equipe pequena, falta de recursos e os desencontros com a agência. Geraldo não é da área, pouco pôde fazer, mas teve ao seu lado um “fera” na comunicação, Paulo Maneira, cuja indicação ao cargo esse colunista fez, por considera-lo competente e capaz. Mas Maneira deve dedicar-se à campanha de Geraldo a deputado estadual.

 

Comunicação II

 

Pra selar a passagem de Geraldo na comunicação, a Secom criou um programa chamado Prefeitura Interativa, com a produção de vídeos. Poderia ser melhor, sem o secretário, e apontando caminhos para encurtar a distância entre a gestão e o povo, finalizando com uma sonora do gestor da pasta. Poderia ser algo didático, mais ágil, mais interativo, como o próprio nome sugere. Mas valeu pela ideia.

 

Comunicação III

 

O prefeito Joaquim Neto cobrou do deputado federal Paulo Azi que invista mais em comunicação, para que seu mandato se fortaleza e que suas ações sejam publicizadas. Paulo, em discurso, disse que não gosta de publicidade, gosta de ação, de trabalho. Sua verba de gabinete no ano passado foi destinada a um empresa de comunicação de Salvador (R$ 60 mil) a uma empresa de brindes e carimbos de Brasília (R$ 218 mil) e a um site de Alagoinhas que teve publicações esporádicas de R$ 3 mil. As informações constam da página Transparência do site da Câmara dos Deputados.

 

Comunicação IV

 

O prefeito disse ao colunista do Boca de Brasa que vai indicar uma pessoa técnica para a área. Mas nos bastidores o nome de Gustavo Carmo é forte, mas também não é da área. É competente, trabalhador e precisaria de uma equipe de profissionais de comunicação forte, uma agência de publicidade à altura e liberdade pra trabalhar idem. Belmiro acredita num jornalista de Alagoinhas que atua fora. Eu Indicaria Álvaro Muller, jornalista alagoinhense que recentemente se desligou da assessoria de imprensa de uma faculdade em Aracaju. Gustavo Carmo seria ótimo secretário de Governo.

 

Pra não dizer que não falei das flores

 

O chefe do Executivo alagoinhense também informou que a coluna abordou gastos na Cultura de R$ 5 milhões, podendo chegar a R$ 10 milhões. Mas a pergunta que não quer calar é uma só, porque não investe na cultura popular, no resgate das tradições locais, num festival, algo que possa lembrar a cidade lá fora? Exemplos Brasil afora não faltam. Holambra, Itu, Blumenau, Bonito, Petrolina e por aí vai. Nem que fosse um festival de onanistas. Não, esse não. Já tem uma cidade no Pará que patenteou a categoria e hoje reúne, mesmo com o protestos dos moradores, grandes punheteiros.

 

Pérolas

 

O presidente do Atlético é uma figura. Indagado sobre os valores gastos na contratação de seis jogadores ele se esquivou e disse que era assunto interno. No Rio, São Paulo, Aracaju, Salvador, em Aramari ou qualquer outra cidade do mundo a imprensa seria a primeira a ser informada sobre gastos, contratações e fontes de receita. Aqui não existe transparência, ninguém sabe de onde vem o dinheiro que mantém o Atlético, apenas que um dá o iogurte, outro a hospedagem, uma outra o transporte, outra a almoço e por aí vai. No varejo e na surdina, como se o Atlético fosse o seu feudo. Juscelio Carmo, me socorra, por favor. O presidente só faltou empurrar o assunto pra Joaquim.

 

Mais pérolas II

 

Que o Atlético não tem dinheiro isso todo mundo sabe, mesmo com o presidente omitindo à imprensa os números oficiais. Mas o estádio Carneirão já hospedou melhor os dois times da cidade. Já teve placar doado pela antiga Schincariol, o patrocínio do Governo do Estado, da própria Prefeitura. E agora, onde estão as cervejarias? A ISM não gasta um centavo em publicidade local. A Heineken nunca convidou a imprensa pra conhecer sua nova planta. Nós e o Atlético merecíamos mais atenção.

 

Mais pérolas III

 

E por falar em empresas que somem dos patrocínios, se somarmos o que empresas como Campbell, QG, Biosanear dentre outras arrecadam por mês em Alagoinhas daria uma soma com muitos zeros. Não gastam nada na cidade, não fazem nada para a comunicação local, mas chegam a faturar até R$ 3 milhões por mês. Uma delas é a Campbell. Não gastam com a comunicação mas tem verba garantida para campanhas políticas em todos os segmentos políticos. Vou mudar de imprensa pra político, quem sabe…

 

Cobertura ao Atlético

 

A transmissão pela TV Ala WEB, com apoio dos sites do Portal Gazeta dos Municípios e Se Liga Alagoinhas no jogo do Atlético contra o Galícia, além dos sites dos três, atingiu a 27.537 pessoas nas redes sociais. Um número fantástico, mesmo sem patrocínio. A TV gostaria de fazer a transmissão dos jogos do Atlético, mas não existe patrocínio nem ninguém pra custear as despesas de deslocamentos e diárias da equipe. O Atlético disse que não tem.

 

E por falar em TV, apesar das dificuldades, a partir do dia 16 de abril ela começa a operar com uma programação local, com dois programas, um matinal, das 7h às 8:30 e outro das 12h às 13h abordando variedades. O projeto está em fase final e será um novo desafio na comunicação local.

 

E por falar em desafio, a TV Ala pretende fazer um debate com seis candidatos a deputados em Alagoinhas. Três federais e três estaduais. Será num hotel, mas com transmissão em telão para uma grande praça da cidade. Ou talvez utilizemos vários telões, em diferentes praças da cidade. Os candidatos ainda não confirmaram presença, mas podem fazê-lo por email ou telefone do jornal.

 

Obrigado pela audiência.

Terça-feira que vem tem mais.

 

Grato,

 

Vanderley Soares

Tel. (75)999715405 email: vanderleysoares@uol.com.br

www.gazetadosmunicipios.com.br

 

 

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