Está na hora de Joaquim Neto  botar seu governo nos trilhos

Decorridos mais de quinze meses de atuação, o governo Joaquim Neto continua atolado em trapalhadas e confusões que não servem para mostrar para que veio, apesar da propaganda natural que alguns “joaquinistas de momento” tentam impor à sociedade, embora de forma amadorista e atabalhoada.

O governo JN ainda não tem identidade própria porque a maioria dos seus quadros emergiu do governo anterior, comandado por Paulo Cezar, principalmente em cargos de segundo e terceiro escalões.

A cara do governo JN diverge muito pouco do rosto carrancudo do governo PC. É cara de um, fachada do outro. Os métodos, nem tanto.

A rigor, pode-se dizer que do governo anterior só saíram mesmo  o Paulo Cezar e alguns dos seus notórios seguidores.

Aquela história do SAAE, no início do governo, que redundou no afastamento do Grupo Chico Reis, não ficou devidamente explicada e só serviu para alertar o prefeito Joaquim Neto sobre os péssimos conselheiros que deveriam lhe dar “sustento” nos bastidores palacianos.

Não fosse o despojamento da vice Iraci Gama, indicada pelo Grupo CR, e o Joaquim Neto já teria comprado um problemão naquela época,  que poderia inviabilizar a sua gestão e facilitar o trabalho dos coveiros políticos de plantão.  Apesar do racha no grupo e de um possível desgaste na sua imagem, a vice optou por continuar prestigiando o governo.

A queda em série de alguns dos seus auxiliares tem dado o tom de insubordinação que impera no governo, alguns por elementos hierárquicamente inferiores aos “derrubados”, em uma quebra de disciplina que estabelece o caos e a consequente dificuldade da máquina em funcionar normalmente.

No momento, o governo convive com uma Secretaria de Comunicação totalmente divorciada dos reais interesses que devem mover a máquina informativa.

Comandada por pessoas que não são do ramo, a Secom tem se limitado a fazer propaganda do governo (trabalho de marqueteiro) e distribuir notinhas que afagam o ego de alguns secretários, subsecretários, diretores e afins.

Nada mais tem informado ao público e aos meios de comunicação do que o que tem sido mostrado nas ruas, dentro de um conceito de “transformação” que nada tem acrescentado à cidade e à própria figura do prefeito.

Até nome de logradouros tem recebido apelido nos seus boletins informativos, a exemplo de Rua do Hemoba (Rua José Batista de Liro Sobrinho), Praça da Schin (Praça Mário Laerte) e Rua da Acesa (Rua 13 de junho).

Até abril, Joaquim Neto terá que suprir a saída do atual titular, Geraldo Melo, candidato a deputado estadual, buscando um profissional qualificado e experimentado para dotar a Secom das condições indispensáveis para divulgar, com transparência e fidelidade, as ações do governo e aproximá-lo da sociedade.

Por outro lado, tem sido pública  e notória a interferência (ou a vontade de) em secretarias alheias, em invasão que causa constrangimentos e sérios prejuízos para o bom desenvolvimento dos trabalhos, esquecidos de que a Prefeitura deve funcionar como uma equipe de futebol bem treinada, a exemplo do Barcelona, bastante entrosada em seus setores de defesa, meio de campo e ataque para buscar o melhor resultado, em benefício de todos, principalmente da sua torcida, no caso a população.

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