RODA DE SAMBA: O dia em que as Ganhadeiras de Itapuã fizeram de Alagoinhas uma grande ciranda de alegria

Samba de roda. Raiz. Poesia negra. Pés no chão e poeira. Povo cantando – As Ganhadeiras de Itapuã ganharam Alagoinhas, ou o contrário. Tudo e todos juntos em um só canto, uma só dança e ritmo, a praça sacudiu com a força da cultura afro-brasileira preservada pelo grupo que nasceu há 13 anos lá dos terreiros de Dona Cabocla e Dona Mariinha, que cantam Itapuã e a Bahia para o mundo e na noite de domingo (17) encerraram a 1ª Virada Cultural de Alagoinhas com a magia da cultura popular.

Em sua primeira apresentação na cidade e também no interior do estado, As Ganhadeiras de Itapuã foram recebidas por um público caloroso, de samba no pé e letras na ponta da língua. De adultos a crianças, todos caíram no samba e entraram na roda. Aquela noite não foi de show, foi um espetáculo singular de troca de energia, cumplicidade e afeto entre as pessoas que foram conferir de perto a apresentação.

A cada toque um arrepio, a cada nota entocada pelas potentes vozes uma emoção; lágrimas e gratidão. “Não cabe em mim a felicidade de ter estas mulheres aqui em nossa cidade. Elas celebram nossa marca que é a força da mulher. Nós estamos fazendo uma gestão empoderada, que olha com sensibilidade para mulheres da zona rural, mulheres quilombolas e mulheres que sofrem violências, mas que recuperam sua dignidade. É lindo demais sentir o poder destas mulheres e da cultura enraizada em cada uma delas”, declara Iraci Gama, secretária de cultura e vice-prefeita.

Na pureza das crianças estava a beleza daquelas que arriscavam nos passos de samba e de cor sabiam letras consagradas há anos. Como isso se chama? Resistência! A resistência de uma cultura que persiste, que luta e se mantém forte, potente e vibrante – flui e perpassa gerações. Entre tantas músicas e danças umas tocam ainda mais a alma, acionam memórias afetivas e trazem reflexão. As Ganhadeiras são nossa verdade, nosso povo e nossa origem.

A Virada Cultural trouxe o que há de mais importante para nossa cultura; raiz. Essência essa que aflorou no povo uma vontade de não voltar para casa e continuar ali dona da praça com os pés no chão e dentro da roda de samba fazendo ciranda. Circulo de alegria. Na Virada Cultural a cidade foi uma só. Gente do campo, gente quilombola, gente urbana – gente. Povo Alagoinhense bebendo cultura e fazendo arte. Isso é Bahia.

Fonte: SECOM PMA

Fotos: Jaldice Nunes

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