O imbróglio do PMDB, com Imbassahy e Lúcio

O senador Romero Jucá (RR), presidente nacional do PMDB, não teve dó nem piedade ao sentar a caneta no diretório do partido em Pernambuco. Alvo: minar o deputado Jarbas Vasconcelos, da ala dos autênticos do partido, e abrir espaço para o senador Fernando Bezerra, que estava no PMDB, para disputar o governo em 2018.

No Paraná foi mais violento. De uma canetada decretou intervenção em 72 diretórios municipais, inclusive no de Curitiba, presidido pelo senador Roberto Requião, arauto anti-Temer no Congresso, sob argumento de baixo desempenho eleitoral.

Em Pernambuco e no Paraná foi fácil. Ele lidava com inimigos internos. Mas na Bahia a coisa empacou. Em Brasília o que conta é deputado federal e aqui só tem um, justo Lúcio Vieira Lima, presidente estadual licenciado, amigo, aliado e colega na meladeira da Lava Jato, que entrou em desgraça com a apreensão, pela PF, das malas com R$ 51 milhões.

O que fazer? Ora, em Brasília o peso de deputado estadual e nada são tais e quais seis por meia dúzia. Dizem que Jucá vai chamar Lúcio para uma conversa olho no olho. E aí,Imbassahy tem chance.

Dilema – O deputado Lúcio Vieira Lima vive o pior momento da vida. Pode tentar uma reeleição, que sabe ser difícil, ou desistir, perdendo a imunidade para cair nas mãos de Sérgio Moro. Para onde for…

Banda podre – Alguns peemedebistas, inclusive baianos, estão chiando. Dizem que o PMDB está chutando uma longa história de serviços prestados ao país pela defesa da bandeira (ou bandalheira) da corrupção.

Ou seja, está trocando Ulysses Guimarães, ícone do partido, por Michel Temer, algo assombroso, como diz um deles:

– Santo Deus! É como trocar vinho nobre por água de esgoto!

Cada vez que Lula é condenado, cresce mais nas pesquisas. Mas ele participará da eleição. Vivo ou morto, preso ou solto, condenado ou inocentado
Dilma, na Universidade de Helsinque, Finlândia
Ele queria destruir o establishment, a elite política. E conseguiu
Eduardo Cunha, após um ano na prisão, em entrevista à revista Veja, atacando o juiz Sérgio Moro

Lenha baiana

Por 24 votos a favor, 16 contra e seis abstenções, o Conselho Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) aprovou a concessão do título de Doutor Honoris Causa a Lula.

Bota, com isso, mais lenha baiana na fogueira de Lula. A mesma iniciativa da UFRB, no 32º título similar dele, acabou barrada pela Justiça.

Só artista

O deputado Benito Gama (PTB) foi ontem rever amigos (e eleitores, claro!) de Ituaçu, na Serra Geral, miolo da Bahia, terra dele, também de Moraes Moreira e onde viveu a família de Gilberto Gil. Por conta dos três, lá se diz que ‘Ituaçu só tem artistas’.

Benito gargalha quando falam isso. E também quando corrigem: ‘Artistas e arteiros’.

Pipoco e xabu

Elmo Vaz (PSB) causou sensação na Bahia, ano passado, ao sair das urnas eleito prefeito de Irecê, derrotando o prefeito Luizinho Sobral (PTN), que era muitíssimo bem avaliado. E aí Elmo herdou um daqueles desafios da política, o de mostrar que é melhor do que um bom antecessor.

Não há registro de alguém que tenha vencido uma parada dessas, muito pelo contrário. E Elmo está perdendo. E tendo muito que explicar que a prefeitura não está falida.

POUCAS & BOAS

O professor Edivaldo Brito, vereador em Salvador pelo PSD, completa 80 anos terça. Vai marcar a data com uma missa (8h) na Igreja da Conceição da Praia.

POLÍTICA COM VATAPÁ

O beijo negado

Show de Caetano Veloso em Feira de Santana, o Joia da Princesa lotado. Em um camarote, lado a lado, o deputado Zé Neto (PT) e Colbert Martins (PMDB), hoje vice-prefeito, o primeiro todo expansivo, mais para agandaiado, o segundo circunspecto, fechado.

Chega um bêbado, desfralda o brado:

— Zé Neto, vou lhe dar um beijo!

E enche de beijos o rosto de Zé Neto, que leva na galhofa e provoca o ébrio:

— Eu quero ver é se você é macho para dar um beijo em Colbert.

Colbert ouve, grita logo: “Chega pra lá, deixa de molequeira”. O bêbado avisa:

— Você eu vou beijar é na boca!

E Colbert:

— Chegue pra lá, seu moleque! Você é um moleque!

E o bêbado:

— O que é isso, Colbert? Nós fomos colegas no Municipal. É só um beijinho…

Não houve acordo.

Foto: Valter Campanato l Agência Brasil l 24.04.2017

Fonte: A TARDE

 

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