Bahia tem saldo negativo de 145 postos de trabalho em janeiro

saldo negativoAs informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI, a Bahia contabilizou saldo negativo de 145 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro de 2017. O resultado expressa a diferença entre o total de 47.993 admissões e 48.138 desligamentos. O saldo registrado em janeiro significou arrefecimento das demissões em relação a igual período do ano anterior (-1.187 postos) e redução das supressões de postos em relação a dezembro de 2016 (-16.272 postos), sem a inclusão das declarações fora do prazo.

Setorialmente, em janeiro de 2017, na Bahia, três segmentos contabilizaram saldos negativos: Comércio (-920 postos), Construção Civil (-675 postos) e Serviços (-624 postos). Cinco setores absorveram trabalhadores celetistas: Serviços Industriais de Utilidade Pública (+669 postos), Administração Pública (+661 postos), Indústria de Transformação (+601 postos), Agropecuária (+75 postos) e Extrativa Mineral (+68 postos).

No acumulado dos 12 últimos meses, seis dos oito os setores de atividade registraram saldos negativos. O pior saldo foi o dos Serviços (-26.595 postos), seguido por Construção Civil (-20.083), Comércio (-14.698 postos), Indústria da Transformação (-5.010 postos), Extrativa Mineral (-1.085 postos) e Serv. Industriais de Utilidade Pública (-901 postos). Administração Pública (+738 postos) e Agropecuária, Ext. Vegetal, Caça e Pesca (+20 postos) geraram postos celetistas.

Análise regional – A Bahia (-145 postos) ocupou a primeira posição no saldo de postos de trabalho dentre os estados nordestinos e a 10ª posição no Brasil em janeiro de 2017. Na Região Nordeste, o estado com o pior saldo foi Pernambuco (-13.910 postos), seguido por Ceará (-7.436 postos), Alagoas (-6.706 postos), Paraíba (-6.438 postos), Rio Grande do Norte (-2.955 postos), Maranhão (-2.149 postos), Sergipe (-613 postos), Piauí (-451 postos) e Bahia (-145 postos). Nenhum dos nove estados absorveu trabalhadores com carteira assinada.

Acumulado do Ano – No acumulado dos doze últimos meses, a Bahia apresentou um saldo de emprego da ordem de -67.614 postos de trabalho, isso levando em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. Este resultado fez com que a Bahia ocupasse a vigésima quarta posição no país e o nono lugar no nordeste no que diz respeito a geração de empregos. A Bahia (-67.614 postos) foi seguida por Pernambuco (-49.725 postos), Ceará (-36.603 postos), Paraíba (-18.820 postos), Maranhão (-17.361 postos), Alagoas (-17.033 postos), Rio Grande do Norte (-16.027 postos), Sergipe (-15.943 postos) e Piauí (-10.751 postos). Todos os estados nordestinos totalizaram saldo negativo no acumulado de fevereiro de 2016 a janeiro de 2017.

Análise RMS e Interior – Analisando os dados referentes aos saldos de empregos distribuídos no estado, em janeiro de 2017, constata-se que o resultado do emprego foi negativo na RMS e positivo no interior. De forma mais precisa, na Região Metropolitana de Salvador foram encerrados 901 postos de trabalho. Em contrapartida, o interior abriu 756 posições celetistas.

Quanto ao saldo de emprego de fevereiro de 2016 a janeiro de 2017, enfatiza-se que a RMS (-49.016) e o interior (-18.598) encerraram postos de trabalho com carteira assinada.

Análise Municipal – Em janeiro de 2017, entre os municípios com mais de 30 mil habitantes que tiveram os menores saldos de empregos, em janeiro de 2017, ressaltam-se Salvador (-952 postos), Feira de Santana (-513 postos) e Lauro de Freitas (-316 postos). Em contrapartida, Mucuri (+416 postos), Alagoinhas (+315 postos) e Morro do Chapéu (+193 postos) se destacaram na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia.
 

 

 

ASCOM – SEI

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