13 Estados e Brasília fazem protestos no domingo contra o governo Dilma

manisfestO País registra neste domingo (16/8) protestos contra o governo Dilma no Distrito Federal e em pelo menos 13 Estados: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

À tarde, os principais protestos ocorrem em São Paulo, na Avenida Paulista, em João Pessoa, onde manifestantes iniciaram a concentração da Marcha contra Corrupção, e em Porto Alegre, onde as pessoas já estão reunidas no Parque Moinhos de Vento para ato contra o governo de Dilma.

Em Brasília, a manifestação iniciada às 9h30 começou a se esvaziar por volta das 13 horas. A Polícia Militar estimou que 25 mil pessoas teriam comparecido, enquanto o movimento Vem Pra Rua disse que 80 mil manifestantes estiveram na Esplanada dos Ministérios.

A presidente Dilma Rousseff e o PT não foram os únicos alvos dos protestos na Esplanada dos Ministérios. Os manifestantes também dispararam críticas aos presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também foi alvo das desconfianças dos manifestantes pela demora no oferecimento das denúncias dos envolvidos na operação Lava Jato.

“Senhor procurador geral da Republica, a técnica e a justiça não fazem conchavos! De que lado o senhor está?”, dizia um dos panfletos distribuídos.

A dona de casa Olga Hermeto, 83 anos, e os filhos Henrique, 53 anos, e Ana Maria, 52 anos, foram à Esplanada dos Ministérios com placas com o nome do ex-presidente Lula ao lado de grades de prisão e a expressão “Je suis Sérgio Moro”, o juiz responsável pela operação Lava Jato. Na placa, o nome de Janot estava ao lado de uma interrogação.

“A gente está sem saber o que ele (Janot) vai fazer”, disse Olga ao ser questionada sobre Janot. “Espero que ele tome uma posição mais clara”, pediu o seu filho, Henrique.

Para a filha Ana Maria Hermeto, os presidentes Renan e Cunha também vão cair. “É uma questão de tempo. O Congresso está completamente comprometido com suas próprias vontades e não com o povo”, afirmou.

De um dos carros de som, manifestantes, aos gritos, chamaram o presidente do Senado de “vagabundo”. Em um dos panfletos, foi dado um recado a Renan: “O Brasil não esqueceu o seu passado.” Para Eduardo Cunha, outro recado: “Nossos heróis nunca serão corruptos.”

Uma faixa colada num carro de som mostrava a linha sucessória à Presidência da República formada pelo vice-presidente Michel Temer, Eduardo Cunha, Renan Calheiros e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. O detalhe é que todos os nomes estavam marcados um “x” na cor preta.

Em Belém, o primeiro protesto realizado no Brasil neste domingo teve início às 8 horas e reuniu 4 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar. Outras seis grandes cidades do Pará tiveram atos contra o governo.

No Rio de Janeiro, desde às 10 horas os manifestantes se concentraram em Copacabana com diferentes palavras de ordem e foram em caminhada até o Leme.

Integrantes do grupo Extermínio, um dos organizadores da manifestação na praia de Copacabana, disseram no alto do carro de som que o ato vai terminar em frente ao hotel Copacabana Palace por este ser “reconhecido internacionalmente”. “Vamos mostrar ao mundo todo a nossa indignação”, afirmou.

As areias da praia ficaram razoavelmente cheias e foram feitas críticas aos banhistas durante o ato. “O carioca não vive só de samba e de sol. Vocês que estão na praia agora, depois vão se arrepender”, afirmou uma das pessoas que discursou.

Em Belo Horizonte, cerca de 6 mil pessoas, segundo a PM, se encontraram na Praça da Liberdade. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) esteve no ato e fez um curtíssimo pronunciamento carro de som, pedindo o fim da corrupção.

A Polícia Militar chegou a apurar uma participação, no momento de pico, de 10 mil pessoas. Mas, conforme a assessoria da corporação, o número foi retificado para 6 mil pessoas. A revisão se deu por divergências de estimativas e aí foi feita uma média.

A quantidade é bem menor do que a estimada no protesto anterior, de abril, quando a PM contou 25 mil pessoas no momento de pico. Para os organizadores do evento de hoje, porém, compareceram mais de 40 mil pessoas.

Para o representante do movimento Patriotas, Adrian Paz, a participação de Aécio hoje foi no sentido de ter alguém do Congresso representando o povo. “Em um país democrático, a única forma de agir é via Congresso. O Aécio é um senador da consciência da direita. Não importa o partido, precisamos de um político que nos represente, que leve nossa voz ao governo”, disse a jornalistas.

 

 

 

 

*Tribuna da Bahia

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